Ingles Verde Amarelo

Agradeço, Senhor

Obrigada, Senhor,
pela vida que me deste...
Canto em teu louvor.

Obrigada, Senhor,
pelos filhos que tive.
Agradeço pelo amor.

Obrigada, Senhor,
porque curaste meu corpo.
Sinto o teu candor.

Obrigada, Senhor,
pelos amigos que conheci.
Foste o causador.

Obrigada, Senhor,
porque nasci no seio desta família.
Sem ela tudo seria desolador.

Obrigada, Senhor,
pelos dois bons companheiros.
Conviver com eles foi encantador.

Sou grata, Senhor,
porque existo para o bem.
Se, muitas vezes, sei também,
não foi como eu quis,
foi para eu ser feliz.
Antônia Veras...
2 / 7 / 2009 /


Exibições: 6

Comentário de Antônia Veras em 2 julho 2009 às 20:47



Canção da sabedoria


E eu
permaneço acordada
com os olhos para dentro...
Assisto à partida dos barcos
que navegam na tormenta
e entram na madrugada
sob canções de acalento...
E eu
permaneço calada,
com as mãos cheias de unguento...
Vejo as canções delicadas
provocarem revoadas
em meus tantos sentimentos...
Passam os dias e noites,
passam as dores de açoites,
passa a poeira do tempo,
e eu,
que vejo muito e quase nada,
contemplo a curvas da estrada
com os olhos para dentro.
Comentário de Antônia Veras em 2 julho 2009 às 21:07

Labor humano

O que falta
faz doer o sonho
e torna mais funda
a poesia.
O que não é
intensifica a noite
e torna mais clara
a luz do dia.
O que escapa
torna a busca inútil
e obriga ao trabalho
cuidadoso
para construir
a alegria.
Comentário de Antônia Veras em 2 julho 2009 às 21:16


Bom dia amor!

A noite já foi embora e o dia começa a raiar. Passei a noite, por entre sonhos mal sonhados, por entre as sombras de uma memória já esquecida e relembrada por dias que não passam.
A manhã começa a sorrir no horizonte, com a sua cor purpura, o sol já quer aparecer e eu aqui, olhando para o horizonte que se estende à minha frente, penso em ti, como sempre fiz, como sempre faço. Bom dia amor! Quero que saibas que estou presa neste sentimento, neste estado de alma, que não me acalma. Que não me deixa parar de pensar. Estou presa amor! Presa nesta vida que não escolhi, mas que por força das circunstâncias, tenho que vivê-la. Estou presa a este sentimento que me dá força para começar um novo dia, longe de ti. Como gostaria de estar contigo amor, agora... sempre! Gostava que fosses o meu amor eterno, daqueles amores que nascem da alma, que já não se consegue sentir com o coração. Gostava que fosses daqueles amores, que nunca mais acabam, que teimam em permanecer agarrados a nós, como se de um espinho se tratasse.
O dia já nasce no horizonte amor, e eu aqui neste estado de torpor, imagino tua face, como se nunca tivesse existido mais ninguém, na vida. Esqueço-me de mim, perco-me em ti.
Da janela do meu quarto, olho o dia que se avizinha, o sol já está alto no céu, e eu te amo.
Não te amo com o coração, amo-te com a minha alma. Como se não existisse mais ninguém para amar.
Bom dia amor! Isto é apenas uma pequena missiva, para te dar bom dia e para te lembrar que eu sem ti, nada sou. Sem ti, eu morro em mim. Gostava tanto querido, que pudéssemos ficar assim, neste estado de entorpecimento para sempre. Sermos um só. Vivermos este sonho, até ao seu final e nunca mais acordarmos para a realidade. Sim, amor, quero ficar contigo para sempre. E esta simples carta apenas para te dar bom dia, e lembrar-te o quanto fazes parte dos meus sonhos e de mim!
Comentário de Antônia Veras em 3 julho 2009 às 14:41

Comece a mandar ainda Hoje! Grátis!



[b]Gostou da música? Mande também![/b]

www.Musicas-Especiais.com



Comentário de Antônia Veras em 3 julho 2009 às 20:39


O firmamento em cor púrpura rajado

Se estende diante do meu olhar perplexo

Como um fino véu retalhado

Na minha memória postado em anexo


Meus pensamentos percorrem infindos lugares

Levando-me para além do sinuoso horizonte

Despertando-me o desejo descrito em "Cantares"

Tornando-me ébria por ter bebido de sua fonte


Quisera tocar seu corpo pela última vez

Transitar pela sua pele acetinada, beijar sua tez

Já me ausentei de toda sensatez


Mergulhei profusamente no rio caudaloso da paixão

Não me vejo pensando se há nisso alguma razão

Só quero deixar fluir os robustos desejos do coração
Comentário de Antônia Veras em 3 julho 2009 às 21:54




Comentário de Antônia Veras em 4 julho 2009 às 1:17

Quem és tu, linda mulher?





Quem eis tu linda mulher?
Diga-me. Eu te peço...
Bruxa, Fada ou Feiticeira?

Como bruxa faz-me sofrer
Perder noites de sono
E o coração arder.

Como zumbi tenho estado
Andando pra todo lado
Só pensando em você.

Como fada, no entanto,
Me chegas com teus encantos
Linda e singela

Da-me teu lindo sorriso
E o beijo que preciso
Para curar toda dor.

Feiticeira és na verdade
Uma fada da maldade
Que faz meu coração sofrer.


Prisioneiro me encontro
Dos seus muitos encantos
Que me dão dor e prazer.

Mas eu não quero a liberdade
Se ela significa, na verdade.
A perda do amor e do prazer.

Espero ser por inteiro
Oh! Bruxinha do amor

Teu eterno prisioneiro
Comentário de Antônia Veras em 4 julho 2009 às 9:41



Dou-te meus parabéns
Mas peço-te segredo
Pois não quero que alguém
Conheça este enredo

Conheci-te no passado
Contigo eu estudei
Feia era na verdade
Linda hoje te encontrei

Como pode a natureza
Estas peças nos pregar
Ontem a menina feia
Hoje beleza exemplar

Do seu nome faziam pilherias
Trocadilhos infames diziam
Hoje todos envergonhados
Sua beleza elogiam

Hoje como no passado
Tenho este privilegio
De ao seu lado estar
Desde o tempo de colégio

Nossa amizade é firme
Calcada na permuta assistência
Nunca nos foi empecilho
Nossa externa aparência
Comentário de Antônia Veras em 4 julho 2009 às 10:36



Meu sonho cor-de-rosa foi:

Escondido por uma

Expressão de mil faces,

Que ocultam o desejo

Antes claro e perolado,

Que adornava meu interno eu,

De amores, outrora, alucinado.

Meu sonho cor-de-rosa

Metamorfoseou-se

De mariposa a casulo.

Processo inverso que reverte

O coração de rubro pra negro.

Meu sonho cor-de-rosa foi:

Um prisma que explodiu de cores,

Explodiu de intensas emoções.

Mas com o passar da luz recolheu-se,

No cadafalso que oprime e cala.

Meu sonho cor-de-rosa foi:

Um espírito que reinou e brilhou,

Sob intensa claridade das suas palavras,

Amor....

Mas depois, à sombra da tua ausência,

Retornou ao túmulo.

Assim, acinzentou-se o rosa,

E os sonhos ficaram mudos.
Comentário de Antônia Veras em 4 julho 2009 às 21:45

Comentar

Você precisa ser um membro de Ingles Verde Amarelo para adicionar comentários!

Entrar em Ingles Verde Amarelo

IVA no Twitter

© 2020   Criado por Christopher O'Donnell.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço